ONSHORE EM ALTA – REALIZADOS 3 FORUNS DE DISCUSSÃO SOBRE O ONSHORE BRASILEIRO

Mercado onshore brasileiro discutido na Rio Oil and Gas

Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2016 – Os desafios para o mercado de exploração de petróleo onshore no Brasil, após o anúncio do Plano de Desinvestimento da Petrobrás, foi a tônica dos debates do I Forum Onshore “Desafios regulatórios e legais” do Fórum Onshore, que ocorreu ontem (26/10), na feira Rio Oil & Gas, no Rio de Janeiro. O objetivo foi tratar das perspectivas que se apresentam com este novo cenário, sobretudo, a partir da iniciativa da estatal brasileira em ceder a empresas privadas os direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural de campos terrestres, denominado Projeto Topázio – venda pela Petrobras de 95 campos em terra e seis blocos exploratórios terrestres em cinco estados no âmbito do plano de desinvestimento da estatal.

O painel teve a mediação de Humberto Rangel, Coordenador do Conselho Petróleo, Gás Natural e Naval (CPGN) da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e diretor de Relações Institucionais da Enseada Indústria Naval. Na abertura da discussão, Rangel disse que o mercado onshore precisa ser revitalizado. “Hoje, o setor de petróleo vive momento de redefinição. Assuntos travados anteriormente estão sendo debatidos e, com a atual situação da Petrobras, estamos reunidos neste Fórum para pensar novas ações”. Ele lembrou, também, que na Bahia, onde atua pelo Conselho da FIEB, o assunto vem sendo trabalhado para encontrar saídas para um novo cenário da exploração onshore no país, em especial, para os estados do Nordeste.

O primeiro a tratar o assunto foi o deputado federal, Beto Rosado (PP/RN). Ele detalhou o projeto de Lei 4663/2016, que cria um novo marco regulatório para o atual momento pelo qual passa o setor. De acordo com o parlamentar, o PL estabelece regras de amparo legal para as pequenas indústrias voltadas para o segmento. “O projeto permite avanços em infraestrutura, logística contratual, cenário ambiental, abertura de crédito para financiamentos, armazenamento, processamento, transporte e produção, além de compra de matéria-prima e aquisição de tecnologia. O resultado é a geração de empregos e renda, aceleração da economia e royalties para os estados e municípios”, destaca Rosado.

Na sequência, José Gutman, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), falou sobre o papel do órgão com relação ao mercado onshore e as novas rodadas de licitações. Ele informou que a rodada programada para março de 2017 deverá incluir este segmento. “O Brasil possui hoje, dentro das bacias “maduras” onshore, 209 blocos exploratórios e 33 empresas em operação. Há também 286 campos em desenvolvimento ou produção que são operados por 23 empresas. Temos muito que explorar e permitir o crescimento para o onshore no país. A ANP vem trabalhando para isso e a rodada de onshore do ano que vem terá como foco o desenvolvimento das pequenas e médias empresas que trabalham no mercado local”, esclarece.

Finalizando o debate, Márcio Félix, Secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia (MME), informou que o governo está atento ao setor e que existe uma confluência, em especial com os estados do Nordeste, para que o mercado onshore ganhe espaço e cresça possibilitando crescimento e desenvolvimento regional. O secretário se colocou à disposição para novos encontros a fim de ouvir as propostas do setor e direcioná-las ao governo. “Temos que conversar e ouvir os envolvidos na cadeia onshore porque esta indústria precisa avançar. É necessário identificar medidas que não dependem de mudanças de lei, pensando nas soluções para os novos empreendedores locais. O Brasil tem que retomar o segmento onshore em virtude do que vem sendo divulgado pela Petrobras. A marca que quero deixar de legado do atual governo é o crescimento do setor”, pontua Márcio.

Indústria onshore abre oportunidades para pequenas empresas

Discussões no Fórum Onshore Potiguar concluem que a abertura do mercado de exploração de poços terrestres fomenta negócios na cadeia produtiva do petróleo e gás.

17/11/16 às 16:30 – Por: Redação

Edja Lemos

Márcio Félix veio ao Rio Grande do Norte participar do Fórum Onshore Potiguar
Mossoró – O repasse de 104 campos terrestres maduros – 38 deles no Rio Grande do Norte – da Petrobras para a iniciativa privada representa uma oportunidade de negócios para pequenas e médias petrolíferas independentes e poderá aquecer esse setor. A concessão dos poços em estágio avançado de exploração foi o principal assunto discutido no Fórum Onshore Potiguar, promovido pelo Sebrae no Rio Grande do Norte em parceria com a Redepetro-RN e Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP). Realizado no início da semana em Mossoró, o evento contou com a participação de 80 empresários ligados a esse segmento.

Estima-se que no Brasil existam 49 produtoras independentes, sendo 20 delas ligadas à ABPIP, que operam nesse setor. Essas empresas já investiram mais de US$ 2 bilhões em tecnologia para a exploração desses campos. De acordo com o secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), Anabal Santos Júnior, há uma necessidade imediata para que se criem as condições favoráveis junto às empresas de pequeno e médio portes, visando à exploração dos campos terrestres maduros. “Isso geraria a retomada de produção desses poços e o retorno da geração de emprego e renda a partir do setor petrolífero”, defende Anabal Santos, que participou do fórum.

O Secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, também acredita que essa seria a saída. Para Márcio Félix, que esteve em Mossoró para falar sobre o assunto no evento, há uma necessidade de se valorizar a indústria onshore, pois é através dela que se extrai o produto bruto, matéria-prima essencial para produção do combustível e sua comercialização, tanto para o consumidor final como para a indústria. O secretário acredita que, apesar do cenário atual da Petrobrás, a estatal vai se reerguer. “Independente da situação atual, o setor industrial precisa ser abastecido todos os dias e não podemos deixar de valorizar a produção terrestre”.

3ª NOTICIA

Fórum debate indústria de petróleo e gás

Empresários do setor afirmam que a exploração em campos terrestres pode fomentar cadeia produtiva Alberto Coutinho l Gov-BA

A adequação das regras para a exploração de campos maduros de petróleo, que se caracterizam por estar em estágio avançado de exploração ou com baixa produção de óleo, foi um dos principais pontos discutidos nesta sexta-feira, 25, no 1º Fórum Bahia Onshore, na Federação das Indústrias da Bahia (Fieb). A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) e a Redepetro-BA apresentaram suas demandas ao secretário de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix, ao secretário de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda, e o diretor da ANP, Waldir Barroso.

“A gente espera que as instituições na Bahia, governo, Fieb, sindicatos e empresas percebam a importância que o estado tem de se mobilizar nesse momento porque eu acredito que a gente está vendo o surgimento de uma nova indústria de petróleo no Nordeste, que é a indústria de campos maduros com várias empresas operando, e isso gera muitas oportunidades. Mas há questões que é necessário um esforço para que as oportunidades se viabilizem e elas não vão se viabilizar por si só, é necessário um esforço para o do estado se tornar competitivo”, afirma Marcelo Magalhães, presidente da ABPIP.

Fruto

Como primeiro fruto do fórum, o MME vai lançar, no dia 14 de dezembro, o programa Revitalização da atividade de exploração e produção de áreas terrestres – Reate, que vai acompanhar e controlar a evolução das políticas voltadas para o setor onshore. O programa tem o apoio do secretário de petróleo, gás natural e combustíveis renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, que esteve no evento para conhecer as propostas do setor.

O secretário Márcio Félix afirma que o governo federal tem lançado um olhar especial para a questão onshore, que por coincidência se concentra na região Nordeste, e a importância de um novo ordenamento na atividade para a geração de emprego local e desenvolvimento da economia regional. ‘Estou aqui para entender as demandas e fazer um trabalho de construção coletiva, ouvindo os diversos atores para que a gente possa mexer na regulação, onde for necessário, discutir, desenvolver mecanismos de financiamento de maneira a facilitar que os empreendedores atuem”, afirmou Márcio Félix.

O secretário Jorge Hereda destacou que o governo da Bahia está se movimentando em várias frentes. O Escopo da Comissão Técnica de Garantia Ambiental (CTGA), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, está sendo ampliado e apoiará a Secretaria de Meio Ambiente também no segmento de petróleo e gás, agilizando o licenciamento ambiental na perfuração de poços e outras necessidades. Além disso, estão sendo discutidas alternativas para financiamento junto aos bancos de fomento. “A possibilidade de esses poços serem explorados por pequenas e médias empresas tem uma importância grande para Bahia”, afirma Hereda.